sexta-feira, 8 de abril de 2016

Os zombadores dos “últimos dias”


(Frank de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos, Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe)
Original em http://www.criacionismo.com.br/ 
Se a vida sem música seria um erro, como dissera Nietzsche, sem humor a vida poderia ser bem pior: uma experiência cinzenta governada por lutas e tragédias, pelo sofrimento e fardo existencial, culminando em ensimesmamento doentio. Contra os males da existência “rir é o melhor remédio”, afirmam. O humor, além de terapêutico, constitui uma visão de mundo e marca das pessoas sábias e equilibradas – característica essencial das grandes personalidades. C. S. Lewis defendia que o “humor envolve um senso de proporção e a capacidade de uma pessoa ver-se como que do exterior”. Para o escritor russo Tchékhov, “se um homem não compreende as brincadeiras – adeus! E sabem, não pode ser realmente inteligente, mesmo que seja um poço de sabedoria”. A pessoa bem-humorada é sempre bem-vinda nos círculos sociais, a ponto de se declarar: “Se não puder ser inteligente, seja engraçado.” Lembremos, porém, que humor e crítica caminham lado a lado. Quem ri nunca o faz gratuitamente; está expressando uma filosofia de vida e se posicionando perante o mundo. A forma como se ri, todavia, diz muito sobre o homem; revela-lhe o caráter, a mentalidade, os motivos, tornando mais visível o eu de cada um. Nesse sentido, só precisamos saber diferenciar entre o verdadeiro humor e sua contrafação nada desejável: a zombaria ou o escárnio depreciador, que, em nossa época, se ergue ostensivamente contra o Sagrado. 
O tempo presente é paradoxal. Constatamos profunda descrença e dúvida, mas também notamos alastrada superstição. Neste mar de forças ideológicas caóticas, em que os fundamentos existenciais vacilam, as pessoas procuram se salvar agarrando-se a filosofias ou teorias que lhes confiram a mínima explicação para a realidade. Porém o “mar” é grande, profundo e furioso; as técnicas de salvação, frágeis, e nós não sabemos “nadar” direito no abismo. Em tal abismo, o homem termina mergulhando ou no extremo racionalismo ou na irracionalidade excêntrica e mística. Alguns, receosos de se posicionar, suspendem o julgamento para cair no limbo do agnosticismo. Poucos admitem a saída cristã indicada nas Escrituras, optando e vivendo por ela, já que este caminho é por demais estreito e impopular. Nesse contexto tão confuso e multifacetado, surgem os zombadores dos “últimos dias” – uma classe que, em lugar de discernir os “sinais dos tempos”, prefere rir zombeteiramente de qualquer discurso que aponte para Deus e Sua revelação. Todos esses (ateus, agnósticos ou mesmo religiosos) cortaram qualquer vínculo com proposições de caráter teológico-bíblico, fechando as possibilidades para o conhecimento revelacional. Atacam pontos considerados essenciais para a fé cristã e indispensáveis à compreensão trans-histórica da História, entre os quais:

1. A existência de Deus e de milagres. Neste quesito, o movimento ateísta posiciona-se na vanguarda do combate à ideia de um Ser supremo, o Deus que intervém. Utilizando-se mal da ciência e revestido da filosofia cética, o aríete ateísta se lança especialmente contra a metafísica cristã, na qual está embutida a providência divina. Eventos miraculosos tidos como reais pelo cristianismo, a saber, o nascimento virginal de Jesus Cristo, Sua divindade, morte e ressurreição corporal, as profecias cumpridas na História Universal, além de outros fatores extraordinários que denotam a atuação divina nos negócios humanos, são negados e tratados como impossibilidades jamais ocorridas num universo governado pelas leis naturais. O sobrenatural é rechaçado e considerado elemento contrário ao bom-senso, à cultura moderna, ao espírito científico e racional da presente geração. “Com efeito”, asseveram grandes mentes pensantes da atualidade, “ao procurar uma coerência para a história e as condições que ela implica, o filósofo não precisará do respaldo de Deus. [...] Deus tanto é mais importante quanto mais longe se encontrar. Estranho à história, sua interferência significaria a anulação da autonomia. Da mesma forma que o Universo se abre ao exame da razão, porque ele já é razão, também a história do ser humano se abre a uma explicação racional, porque é animada de uma aspiração racional, a saber, a afirmação do homem enquanto senhor de si e administrador do mundo. [...] As verdades da razão opõem-se, por conseguinte, às verdades da teologia. [...] Os objetos de fé serão relegados ao foro íntimo, à privacidade do crente e não possuirão nenhum estatuto intelectual capaz de elevá-los à certeza metafísica.” No conjunto das explanações, não existe espaço para as “coisas do espírito” nem para o assim chamado “Deus das lacunas”, uma vez que todas as explicações podem ser dadas partindo-se da reflexão humana. Consequentemente, crer só pode ser piada! – zombam os incrédulos do neoiluminismo. Assim, as explicações últimas prescindem de Deus, sendo a confiança nEle transferida totalmente para a humanidade. No entanto, em meio ao ufanismo da razão, faz-se a pergunta: Pode a realidade ser compreendida sem Deus?

2. A Bíblia: Palavra de Deus. Entre cultos e ignorantes prevalece o pensamento de que a Bíblia é um livro igual a outro qualquer, uma produção meramente humana. Dizem que Nietzsche chegou a contestar: “Eu li a Bíblia de capa a capa. Chamar aquele livro de a palavra de Deus é um insulto a Deus. Chamar aquele livro de um guia moral é uma afronta à decência e dignidade dos povos. Chamá-lo de guia para a vida é fazer uma piada de nossa existência. E pretender que ela seja a verdade absoluta é ridicularizar e subestimar o intelecto humano.” “Classificar a Bíblia de Palavra de Deus inspirada insulta a inteligência”, protestam os céticos autointitulados brights (“brilhantes”) – os crentes no triunfo do naturalismo. Infelizmente, tais pessoas, ao desprezarem o Livro de Deus, deixam de fora um conhecimento valioso. A autoridade normativa e profética emanada das Escrituras constitui forte evidência de que Deus falou com sotaque humano às pessoas deste planeta. Além disso, o Livro encontra confirmação na História, na Arqueologia e em outros ramos do conhecimento. Os princípios exarados em suas páginas passam no teste da investigação mais minuciosa e crítica e se adaptam perfeitamente à experiência humana. Não há por que escarnecer das Escrituras, mas respeitá-la como legítima Palavra de Deus. 

3. A criação do mundo em seis dias literais ex nihilo. Defender tal crença diante de uma ciência majoritariamente naturalista, na qual predomina o pensamento evolucionista, significa ser motivo de chacota nos meios intelectuais. O relato da criação é categoricamente repudiado e associado a outras mitologias primitivas, sendo posto no caldo das religiões comparadas. Quando não, ele é metaforizado, servindo apenas de mensagem simbólica de uma teologia artificial descomprometida com a exatidão do “Assim diz o Senhor”. Todavia, esforços constantes para metaforizar, alegorizar ou mitologizar a narrativa do Gênesis sobre as origens caem diante da própria evidência textual interna, que aponta para o sentido literal da criação. A literalidade, que não pode ser confundida com literalismo fundamentalista ou “letralatria”, é a base para toda a dimensão simbólica e tipológica da visão de mundo bíblica. Cada vez mais cresce o argumento de que o Universo foi planejado por um Ser de inteligência infinita, O qual corresponde de forma impressionante ao Deus da tradição judaico-cristã, merecedor da adoração de Suas criaturas. Não sei, então, por que continuam rindo da cosmovisão criacionista, se ela faz tanto sentido: ou a compreendem mal ou não percebem sua adequação aos conceitos da ciência experimental. “A ciência deixou de adorar: eis a desgraça”, lamenta o filósofo Ernest Hello; “para captar em seu princípio a catástrofe da ciência, é preciso voltar os olhos para o Éden”, conclui.
  
4. A queda e a ideia de pecado. Para as mentes acostumadas ao novo vocabulário psicológico e humanista – desprovido da aura teológica –, uma queda histórica do ser humano motivada pela transgressão da Lei de Deus não encontra lugar na consciência permanentemente atormentada desta geração. Fala-se em erros, equívocos, ignorância, falta de autoconhecimento, etc., mas se desconsidera a realista proposição bíblica de que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Desde Freud até o pensamento psicanalítico atual, o conceito de culpa vem sendo ressignificado, expurgando-se dele qualquer relação com o termo “pecado”. Os problemas podem ser políticos, econômicos, relacionais, éticos, religiosos, extra e intrapessoais e têm as mais variadas causas. Contudo, quando se levanta a questão do pecado – condição existencial profunda e problemática –, muitos analistas torcem o nariz e riem como se isso fosse uma antiga superstição. Em nossa cultura hedonista e libertina, grande número de pessoas defende que o ser humano deve viver plenamente, sem castrações à sua liberdade, a fim de que experimente a real potência de existir. Com efeito, “nosso mundo moderno definiu Deus como um ‘complexo religioso’ e riu dos Dez Mandamentos como sendo antiquados. Então, com as risadas veio o estrondo da Guerra Mundial. Agora, um mundo amargo, encharcado de sangue, que não ri mais implora por uma saída. Só existe uma saída. Já existia antes de ser gravada nas Tábuas de Pedra. Ainda existirá quando as estrelas se desintegrarem. Os Dez Mandamentos não são regras para obedecer como um favor a Deus. Eles são os princípios fundamentais sem os quais a humanidade não consegue conviver. Não são leis. São a Lei.”
O homem, perdido na escuridão de seu interior enigmático, necessita da expiação de um Salvador que o liberte do seu estado de confusão e miséria. Entretanto, isso é demais para o coração orgulhoso! Entende-se que arrependimento, justificação e crescimento na santidade por meio da graça imerecida de Deus é linguajar religioso monótono e próprio de beatos alienados. Riem do pecado ainda que sofram os seus resultados. 

5. O dilúvio universal. Este é um dos tópicos mais combatidos pelos zombadores de mentalidade uniformitarista. Embora a própria Terra demonstre em suas rochas e configuração geológica os indícios de uma catástrofe hídrica que cicatrizou toda a superfície do planeta, tais sinais são reinterpretados dentro do arcabouço teórico da geologia padrão evolucionista, a qual nega veementemente considerações de caráter sobrenatural. A história da arca de Noé aparece para os escarnecedores como mais um dos “mitos” hebraicos, originados de um povo que não tinha recursos científicos para elaborar explicações racionais. À semelhança da epopeia de Gilgamesh ou da narrativa mítica de Deucalião e Pirra, o relato bíblico do dilúvio não é levado a sério pela ciência atual; quem acredita na literalidade desse evento é considerado um crente em contos da carochinha e alvo de humor sarcástico. 

6. A segunda vinda de Jesus Cristo e o juízo final. Quando, em 11 de setembro de 2001, aconteceu o atentado terrorista às Torres Gêmeas, e em 2015 o massacre ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, tive a nítida impressão (para não dizer certeza) de que vivemos em tempos cada vez mais escatológicos, à beira de momentos históricos decisivos. Possivelmente, alguns rirão dessa minha afirmativa tão apocalíptica, politicamente incorreta e “ultrapassada”. Antes de rir, porém, que tal refletir? 
Lembro-me bem, ainda adolescente, da leitura do Ragnarok (“o crepúsculo dos deuses” ou “destino dos deuses”). Aquelas cenas da mitologia nórdica – ficcionalmente impressivas –, aliadas a outros temas correlatos, não me faziam rir da imaginação do povo escandinavo. Eu questionava: haveria alguma distante verossimilhança do Ragnarok com fatos que poderiam acontecer a este planeta? Como? De que forma? Por quê? Por quem ou através de quê? O assunto não me saía da cabeça...
O discurso do “fim do mundo”, presente em muitas tradições religiosas (também nas científicas, sem o cunho da sobrenaturalidade), não é algo que as pessoas desejem ouvir ou em que desejem acreditar. Afinal, carpe diem é o lema do espírito da época, inspirada justamente no senso de finitude que pesa sobre todos nós. Pensar no fim, seja do ser humano, do mundo, do Universo e dos “deuses”, parece-nos um exercício mental desagradável demais, contrário à concepção cíclica da história. Para o mais esperançoso teólogo cristão, o mais cético e racional dos filósofos, a mais sensível e inteligente das mentes ou mesmo para o comum dos mortais, refletir sobre o fim requer coragem e um olhar “profético” e soteriológico que nem todos têm. É preciso transcender. Pois bem, ponderar sobre o fim, por causa da estranheza do assunto, também causa outro tipo de sentimento – o do escárnio no grupo peculiar dos zombadores dos “últimos dias”. Curiosamente, pela Bíblia, esses indivíduos são um sinal bastante evidente do “tempo do fim”. A respeito dos tais é dito: “Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo suas próprias concupiscências, e dizendo: ‘Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem desde o princípio da criação’” (2 Pedro 3:2-4). Advertir o mundo de que acontecerá, na pós-modernidade, intervenção divina (Daniel 2; Apocalipse 14:6, 7) é algo risível e “demodê” para nossa geração despreocupada com temas religiosos. Soa como piada, humor negro. Milhões escarnecem desse acontecimento futuro predito nas páginas das Escrituras. O próprio mundo cristão encontra-se adormecido, envolto em teorias humanas e prognósticos contrários às tácitas afirmações da Bíblia acerca dos eventos finais. Conhecer, pela ótica bíblica, o futuro do mundo leva o homem crente à esperança da restauração final de todas as coisas. O zombador, ao contrário, despreza essa verdade revelada.
Nas Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, de autoria de C. S. Lewis, o diabo da ficção literária (bem diferente da realidade do ente maligno de quem os homens fazem piadas por não acreditarem em sua existência como ser pessoal) reflete: “Entre zombeteiros, é como se a piada já tivesse ocorrido; na verdade, ninguém a faz, mas qualquer assunto sério é tratado como se eles já tivessem encontrado seu lado ridículo. Quando arraigado, o hábito do escárnio constrói em torno do homem a melhor couraça que conheço contra o Inimigo [Deus]; com a vantagem de ser isento dos perigos inerentes às demais fontes de riso. Dista anos-luz da alegria; embota o intelecto em vez de o aguçar, e não gera qualquer afeição entre os que o praticam.” 
Grande parcela da sociedade humana tornou-se anárquica e zombeteira em todos os sentidos. Para os zombadores dos últimos dias, que articulam suas piadas em torno do Sagrado e ridicularizam as explicações da fé, resta a solene advertência: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6:7). Ao invés de rir, pensemos seriamente nisso.

sábado, 26 de março de 2016

A crise política no Brasil e a Igreja

Pastor Rafael Rossi

http://jornalggn.com.br/sites/default/files/admin/protestos_impeachment_brasilia.jpeg

Posso ser interpretado como parcial em minhas considerações, mas entendo que no momento em que estamos vemos a política brasileira sofrendo com desajustes, a economia ruindo, desemprego aumentando, polarização de opiniões, nomeações duvidosas, embate entre o executivo, legislativo e o judiciário, escutas telefônicas vazadas, noticiários tratando o tempo todo com previsões de mais caos ou até a conclusão do processo de impedimento em andamento contra a presidente de Brasil. Diante disso, é preciso uma leitura com o olhar reflexivo da Igreja sob a perspectiva da Bíblia.
Hoje, quando entrei no táxi, rumo ao aeroporto, o motorista logo me perguntou: o que está achando de tudo o que está acontecendo no Brasil? Comecei a lhe falar e a viagem foi pouca para concluir o assunto. As pessoas não sabem onde se segurar. A imprensa que noticia é também acusada de fabricar informações, de ser tendenciosa. Outros afirmam categoricamente que estamos diante de um golpe. Mas, por outro lado, o que hoje é golpe para a situação já foi solução quando eles eram a oposição.
A complexidade do momento é muito delicada de ser tratada. Há muita emoção e paixão rondando os temas políticos e sociais do Brasil. Essa realidade não é novidade nos tempos bíblicos. Ocorreram no passado crises como as que estamos vivendo nos reinos de Israel e Judá, que na verdade eram um só povo, mas que se dividiram a tal ponto de cada um ter o seu rei pela crise enfrentada.
Mesmo com dois governantes, os problemas não foram resolvidos e cada tentativa de unificar a nação parecia complicar ainda mais a situação. O caos acompanhou o povo por causa da insistência em abandonar a vontade de Deus e seguir por suas próprias convicções.

E nós, cristãos?

Que Deus e Seus princípios estão fora do modo de operação da política no geral, ninguém duvida. Agora, o que podemos nós cristãos fazer?
Quando Jesus tratou sobre ser o sal da terra e a luz do mundo, entendo que Ele se referiu a toda e qualquer situação. Os cristãos devem fazer a diferença onde estão e é nesse momento que entendo que a Igreja precisa fazer a diferença na sociedade.
Não estou dizendo que a Igreja deve tomar partido e se envolver politicamente nas discussões, mas há algumas ações importantes que envolvem cada pessoa para fazer a diferença e ser o que Cristo espera que sejamos. Dentro de cada esfera de ação, a igreja deve aproveitar a instabilidade para oferecer a estabilidade, o caminho da não perspectiva futura para a esperança é a nossa bandeira.
Há solução segura quando princípios revelados na Bíblia são colocados em prática é isso requer que primeiramente sejam reafirmamos os princípios de liberdade religiosa e de expressão. Os cristãos devem chamar as pessoas para promoverem ativamente esses princípios de liberdade e serem livre para defender que a política é também um campo que deve ter espaço para Deus.
Com isso, quero reafirmar a separação entre Estado e Religião, devendo o Estado permanecer neutro e não hostil quanto às religiões, reconhecendo que estas contribuem positivamente na sociedade, garantindo nos termos da Lei a liberdade religiosa de todos e a proteção do fato religioso dando espaço para a Igreja manifestar o seu ponto de vista.
Como cidadãos, os cristãos não podem se afastar das questões que envolvem a vida das pessoas, mas por outro lado também não devem comprometer a religião ou as bases da fé com causas políticas. É uma relação limitada, mas existente.
Os cristãos devem instar os governante para que fiquem atentos e proporcionem um ambiente positivo para a vida das pessoas. Devem também encorajar os que supervisionam os processos constitucional e legislativo para oferecerem proteção às pessoas e que não se beneficie um grupo em particular em detrimento de outros.
Em cada região ou situação, existem formas concretas de se envolver na defesa de uma sociedade mais justa e assim garantir que tal defesa seja sensível tanto ao contexto quanto à situação. Visitar as autoridades políticas e colocar a Igreja como parceira de projetos sociais que influenciarão a vida das pessoas, que estejam dentro dos princípios da Igreja, também são uma causa legítima.
Uma sociedade mais justa se faz com a participação de todos e a Igreja Adventista do Sétimo Dia entende o seu papel nessa construção provendo educação e orientações sobre vida saudável e família que são fundamentais para um país equilibrado e próspero. Esses conceitos precisam ser apresentados às pessoas e aqui está mais uma importante tarefa que depende de cada um.
Cada cristão deve orar também pelos seus governantes. Em Romanos 13:1, a Bíblia diz que nenhuma autoridade se fez sem que Deus permitisse. As crises são sempre oportunidades de reavaliar os rumos que estão sendo dados. Por isso, como cristãos, devemos lutar por uma sociedade melhor, mas sem o uso da violência. Sempre!
A presença dos cristãos na construção da sociedade deve ser sempre diferente pela perspectiva adotada. Por exemplo, na época de Jesus, também havia problemas. A solução está em uma natureza transformada. “Não pelas decisões dos tribunais e conselhos, nem pelas assembleias legislativas, nem pelo patrocínio dos grandes do mundo, há de estabelecer-se o reino de Cristo, mas pela implantação de Sua natureza na humanidade, mediante o operar do Espírito Santo”. O Desejado de todas as nações, página 358, Ellen White.

O conselho bíblico é sempre oportuno: “Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros…”. (2 Crônicas 20:20). Somente no reino eterno e perfeito, preparado para os fiéis, tudo seja justo. O convite do Senhor é para todos.

Cristão com baixa autoestima





Acho engraçado quando as pessoas falam: “eu tenho autoestima” ou “eu não tenho autoestima”. Afinal, TODOS têm a tal da estima própria, querendo ou não. O problema está quando esta estima — valor dado a si próprio — está denegrida. De acordo com o dicionário, autoestima é a valorização própria. E, de acordo com a Bíblia, a coisa é mais profunda do que parece ser. Deus nos mostra que a única forma de amarmos a nós mesmos é parando de pensar só em nós mesmos. Como assim? Isso não seria uma contradição? Não. É que a sabedoria dEle transcende a lógica humana. “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (II Coríntios 5:15).
Leia também:
O interessante é que não encontramos na Bíblia nenhum texto que fala sobre autoestima. Sabe por quê? Porque o amor-próprio é algo muito óbvio para Deus, sendo um reflexo indiscutível do amor que sentimos por Ele. ”Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (I João 4:8). Nunca pensou nesse texto no âmbito pessoal? Pois comece a pensar. Então, para Deus É CLARO que você vai se amar se amá-Lo primeiro. Aí está a importância de tirar o foco de si mesmo e olhar para cima, pois essa é a única forma de erguer a cabeça sem ficar com o nariz empinado.
Alguns dizem que baixa autoestima é o que o orgulhoso sente ao não ser aplaudido. Acho essa uma ótima definição. Viver à espera de reconhecimento e elogios é cavar um buraco para si mesma e ser enterrada com montes de decepção. Aplausos não devem ser o caminho nem o objetivo, mas, sim, apenas um brinde espontâneo na linha de chegada. Para Deus, eles também são óbvios. “A mulher [e com certeza o homem também] que teme ao Senhor será elogiada” (Provérbios 31:30). Simples assim!
Não se esqueça de que a forma como você pensa em seu coração reflete na realidade. Já conheci uma garota que teve metade do rosto queimado, mas que se achava linda, mesmo que com uma cicatriz gigante na face. Não se constrangia por isso. Era querida e simpática com todos. Ela sabia amar e tratar bem as pessoas, seu sorriso era marcante. E quer saber como ela era vista pelas pessoas? Maravilhosa. E não era elogiada por piedade de forma alguma. Ela, inclusive, era super popular e admirada pelos garotos. Aprendam: não há barriga trincada ou pele de pêssego que supere um coração inclinado ao amor e à felicidade.
Olhar no espelho e ver uma imagem além do óbvio é um grande passo para a aceitação e felicidade. Um menino publicou no seu perfil do Facebook: “pelo menos minha mãe me acha bonito”. Logo a baixo, o inesperado comentário dela: “Não acho não”. Não se acomode no pensamento de que pelo menos sua mãe te acha um máximo, porque pode ser que nem ela seja tão otimista assim (pode acreditar). A valorização deve começar por você mesmo. O amor próprio é algo acessível. Mas como? Vamos descobrir de forma prática no parágrafo a seguir.
Não gosto de frases imperativas de autoajuda que dizem coisas do tipo: ame-se, supere as adversidades, veja o lado bom da vida, deixe os traumas… Como se fosse fácil assim, né? Isso só é possível mesmo por meio de atitudes diárias que são muitas vezes ignoradas. Conselhos que realmente fazem sentido são: busque a Deus na primeira hora da manhã, agradeça a Ele por algo do seu dia, sorria para o porteiro, dê risada, não feche os olhos para o sofrimento daquele mendigo do seu bairro, alimente um animal de rua. Ao praticar essas coisas, você estará agindo como o próprio Deus agiria. E já que ele é a essência pura do amor, esse sentimento dominará seu ser. Será impossível não se amar, já que você será como o próprio amor personificado.

Emanuelle Sales

Jornalista, criadora do blog Bonita Adventista e autora dos livros "Espelho, espelho meu... agora o espelho é Deus", "Imagem & Semelhança" e "Filha de Rei". Viaja o país dando palestras sobre imagem cristã, autoestima e valorização pessoal.

Original em:
http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/emanuele-salles/cristao-com-baixa-autoestima/

segunda-feira, 14 de março de 2016

Hermenêutica: interpretando corretamente a Bíblia

 Pr. Adolfo Suárez
 Original em http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/adolfo-suarez/hermeneutica-interpretando-corretamente-a-biblia/
A hermenêutica pode ser definida como “a ciência e arte de interpretação bíblica”; ciência porque tem normas que possibilitam um sistema ordenado, e “arte porque a comunicação é flexível, e, portanto, uma aplicação mecânica e rígida das regras às vezes distorcerá o verdadeiro sentido de uma comunicação”.[1] Dito de modo simples, hermenêutica é a “disciplina que lida com os princípios de interpretação”.[2]
A hermenêutica é essencial para uma interpretação válida da Bíblia. Ao fazer uso adequado dela podemos ter maior certeza de estar ouvindo a voz de Deus, e não a voz da cultura, ou a nossa própria voz.

Razões para praticar uma hermenêutica apropriada

 Uma das razões pelas quais devemos praticar a hermenêutica apropriada é com a finalidade de discernir a mensagem de Deus.[3] Um cuidadoso sistema hermenêutico pode ser muito útil para discernir apropriadamente o que Deus disse em Sua Palavra, mediante mãos e mentes humanas. Assim, a hermenêutica nos protege da utilização indevida das Escrituras, que poderia nos levar a distorce-la para o nosso próprio interesse. Isso é possível porque a hermenêutica adequada fornece a estrutura conceitual para interpretar corretamente por meio de exegese acurada.

Uma segunda razão, é para evitar ou dissipar equívocos ou perspectivas e conclusões errôneas sobre o que a Bíblia ensina. Pode acontecer que algum leitor descuidado da Bíblia entenda que, se alguém da família está doente fisicamente, é suficiente confiar em Deus mediante a oração, sem buscar assistência médica. Entretanto, será que confiar em Deus implica em não buscar ajuda médica? Por acaso não é Deus quem capacita profissionais para ajudarem no cuidado da saúde? Certamente Deus pode usar meios variados para cuidar de nossa saúde, e a ajuda profissional de um médico pode ser um deles.

Finalmente, uma terceira razão para praticar a hermenêutica apropriada é para sermos capazes de aplicar a mensagem da Bíblia em nossa vida. De acordo com Carnell, termos ou expressões podem ser usados ​​em uma destas três maneiras: com apenas um sentido (univocamente), com diferentes significados (equivocadamente), e com um significado proporcional – em parte, a mesma, em parte, diferente (analogicamente).[4] Se aplicarmos essa classificação à Escritura, então podemos dizer que sua mensagem pode ser tanto unívoca, quanto equívoca, ou analógica.

Assim sendo, entidades como anjos, demônio, Deus, Jesus Cristo, etc., teriam o mesmo sentido para Paulo e João, do que para nós (compreensão unívoca). Por outro lado, termos como leão e serpente podem se aplicar a Jesus Cristo, ou a Satanás, dependendo da circunstância (equívoco). Isso pode ser evidenciado em I Pedro 5:8 e Apocalipse 5:5; 20:2 e João 3:14. Além disso, a Bíblia usa expressões em que se percebe relação de correspondência ou semelhança entre coisas e/ou pessoas distintas (analogia). É o caso, por exemplo, da afirmação “Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14).

Considerando que, ao longo dos tempos, as pessoas sempre possuíram ou possuem algum sistema de iluminação (tocha, vela, lamparina, lâmpada, lanterna, etc.), então essa analogia é compreensível. Obviamente, um correto sistema hermenêutico é extremamente útil na explicação de termos unívocos, equívocos e analógicos.

Tarefa desafiadora

Sustentar a ideia de um Deus que se revela num texto escrito não foi algo desafiador para o cristianismo no primeiro milênio e meio de sua história. De fato, por causa de sua origem judaica, o cristianismo primitivo habituou-se a reconhecer a autoridade dos documentos escritos como Escritura – ou seja, os cristãos acreditavam que a revelação e vontade de Deus estavam localizadas em materiais escritos que serviam para o culto e para as necessidades morais da comunidade de fé. “A noção de que a autoridade residia no que depois foi chamado de Escrituras do Antigo Testamento nunca foi questionada na comunidade cristã primitiva”.[5]

Todavia, na atualidade falar da revelação divina não é uma tarefa fácil. Afirmar hoje em dia que a Bíblia foi dada por Deus, e que por isso difere de qualquer outro texto, requer justificativas e explicações muito bem fundamentadas,[6] as quais são pouco aceitas especialmente em sociedades céticas e secularizadas.

Entretanto, a despeito de argumentos muito bem estruturados que se possam oferecer, a crença na revelação de Deus ao ser humano requer fé. Mas, como McGowan se apressa em afirmar, isso não significa tratar o cristianismo como anti-intelectual ou racionalmente inconsistente, beirando a um “cego fideísmo”.[7] Afinal, há várias obras que tratam da temática da racionalidade da fé cristã, e o fazem com admirável consistência.[8]

Em última instância, como afirma Duncan Ferguson, a fé é uma pré-compreensão necessária para interpretar corretamente a fé cristã.[9] Isso não significa – sob hipótese alguma – que haja necessariamente oposição entre um estudo literário ou histórico da Bíblia e a fé. Todavia – como destacado por Ferguson – evidências históricas podem até sugerir a atuação de Deus nos eventos, “mas elas não podem suprir a experiência pessoal de confiança e compromisso no Senhor ressuscitado”.[10] Assim, para a compreensão e prática de uma hermenêutica bíblica, torna-se necessário o debate a respeito da Cristocentricidade da Escritura, com vistas à efetivação da confiança e compromisso pessoais do leitor contemporâneo.

Ao encerrar essa breve reflexão é importante lembrar que o desafio da leitura e compreensão da Bíblia é tal, que os cristãos devem encará-lo com cuidado e esmero; afinal, estão diante de um texto diferenciado, a auto-revelação de Deus. E, nesse sentido, o teólogo G.C. Berkouwer afirmou que “não há questão mais significativa em toda a teologia e em toda a vida humana do que a natureza e a realidade da revelação”.[11] Assim, os “cristãos sempre têm crido que a Bíblia é a Palavra de Deus”, e com isto entendem que “ela tem sua origem na atividade revelatória do Deus pessoal de quem ela fala […] e pela qual Ele se comunica com Suas criaturas que Ele fez”.[12]

[1] Virkler, Hermenêutica Avançada: Princípios E Processos De Interpretação Bíblica. 9.
[2] Silva, Introdução À Hermenêutica Bíblica: Como Ouvir a Palavra De Deus Apesar Dos Ruídos De Nossa Época. 15.
[3] Os três itens comentados a seguir estão fundamentados em Klein et al., Introduction to Biblical Interpretation. 19-21.
[4] Edward John Carnell, An Introduction to Christian Apologetics : A Philosophical Defense of the Trinitarian-Theistic Faith, 3d edition. ed. (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1948). 144.
[5] Lee Martin McDonald, The Formation of the Christian Biblical Canon, Rev. and expanded ed. (Peabody, Mass.: Hendrickson Publishers, 1995). 1.
[6] A. T. B. McGowan, The Divine Authenticity of Scripture : Retrieving an Evangelical Heritage (Downers Grove, Ill.: IVP Academic, 2007). 31.
[7] Ibid. 31, 32.
[8] Algumas dessas obras: Cornelius Van Til and K. Scott Oliphint, The Def

Sexo Neutro

Pr. Rafael Rossi

A nova geração é a geração da indecisão. Movidos pela massa, muitos estão indo para onde a maioria vai, mesmo não fazendo nenhum sentido. Os jovens sempre foram aventureiros, mas com a revolução digital, a modernidade e os seus conceitos impactaram profundamente o estilo de vida das pessoas. Hoje, a internet e as tecnologias de comunicação são a base dos relacionamentos da sociedade e a Igreja deve oferecer a resposta e o caminho para as crises morais e sociais que estamos vivendo.

Estou me referindo nesse artigo diretamente à reportagem da Revista Veja, de 17 de fevereiro de 2016, que traz como capa o gênero neutro, ou seja, uma terceira opção ante os “tradicionais” masculino ou feminino. Há, também, um outro conceito advindo dessa possibilidade, o da sexualidade fluída, até então desconhecida da maioria das pessoas. A sexualidade fluída desconhece as fronteiras do gênero, ou seja, a forma como se lida com sexualidade é imprevisível e indeterminada.

O assunto não é tão novo. No dia 1º de abril de 2014, a mais alta corte da Austrália reconheceu que uma pessoa pode ser legalmente reconhecida por um gênero neutro. Dizia o texto: “a Suprema Corte reconhece que uma pessoa pode não ser nem do sexo masculino, nem do sexo feminino, e permite, assim, o registro do sexo de uma pessoa como ‘não especificado'”, disse, em julgamento unânime, que rejeitou a apelação feita pelo estado de New South Wales para que fossem reconhecidos apenas os sexos masculino e feminino.

Na França, pela primeira vez, uma pessoa de 64 anos ganhou na Justiça o direito de que fosse alterada e inclusa em sua certidão de nascimento a descrição “gênero neutro”.
O magistrado que julgou o caso argumentou: “o sexo que foi atribuído no nascimento aparece como pura ficção imposta durante toda sua existência. Não se trata de reconhecer a existência de um ‘terceiro gênero’, mas de reconhecer a impossibilidade de atribuir um determinado gênero a esta pessoa”. [1]

Já surgem até novas formas de palavras para identificar esse gênero: alunx, amigx, etc. Diante do quadro, tenho algumas outras preocupações. A sociedade, em geral, adotou a ideia de relativização da Bíblia quando a verdade não é mais absoluta ou atemporal. E o agravante é que o conceito começa a fazer parte do vocabulário de alguns cristãos. Isso é muito perigoso. A Bíblia deixa bem claro que Deus criou homem e mulher, macho e fêmea para que cada gênero se relacionasse com o oposto.
A clara definição da Bíblia não pode ser entendida como algo ultrapassado, porque nela está a revelação de Deus. Adolescente e jovens que não cresceram em um ambiente espiritual tem muitas dificuldades de entenderem os temas espirituais.

E a igreja não pode e nem deve mudar do discurso bíblico para um que seja “moralmente aceito”. A revelação não pode ser nivelada pelo contexto cultural, mas a interpretação do presente deve ser sempre feita com a visão bíblica.

O apóstolo Paulo, em 2 Timóteo 3:4, advertiu quanto aos tempos que viveríamos dizendo que os seres humanos seriam “mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus.” Não neutralidade espiritual como também não há neutralidade de gênero na ótica do conflito entre o bem o e mal.
Aqui está mais uma das artimanhas do inimigo de Deus para levar as pessoas para longe do plano original divino. Para a igreja, cabe o desafio de influenciar essas novas gerações, imprimindo em seus corações o desafio de ser fiel a verdade em todas as circunstâncias e que se preciso for, viver fora de suas paixões ou tendências naturais pelo amor do evangelho.
O conselho bíblico continua sendo válido: “Crede do Senhor vosso Deus e estareis seguros, crede nos Seus profetas e prosperareis.” (2 Crônicas 20:20).

[1] http://revistaladoa.com.br/2015/10/noticias/reconhecimento-genero-neutro-tendencia-em-paises-desenvolvidos#ixzz40EmorRTZ

Original em http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/rafael-rossi/sexo-neutro/

Semana Santa 2016 (agenda)

A partir do dia 19 de março, começa a Semana Santa, ou semana de oração do calvário, com o tema "ComPaixão".

Faremos uma semana de cultos abençoados em nossa igreja e você é nosso convidado muito especial:

Semana Santa “ComPaixão” (19 a 27/Mar)

Sábado (19/Mar):
      Escola Sabatina: 9h às 10h20
      Culto Divino: 10h30 - Semana Santa 2016
      Orador: Arymar (IASD Chabilândia)
Domingo (20/Mar): 19h - Dr. Walter (IASD Penha)
Segunda (21/Mar): 20h - Arymar (IASD Chabilândia)
Terça (22/Mar): 20h - Arymar (IASD Chabilândia)
Quarta (23/Mar): 20h - Arymar (IASD Chabilândia)
Quinta (24/Mar): 20h - Dr. Walter (IASD Penha)
Sexta (25/Mar): 20h - Dr. Walter (IASD Penha)
Sábado (26/Mar):
      Escola Sabatina: 9h às 10h20
      Culto Divino: 10h30 - Semana Santa 2016
      Orador: Pr. Judson Perez
Domingo (27/Mar): 19h - Dr. Walter (IASD Penha)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Considerai vossos caminhos.


  
 
 Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.
  Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais;  vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.
  Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.


  Ageu 1:5-7.



Algumas pessoas, às vezes se questionam: "Por que me esforço e não obtenho o que preciso?". "Por que, vejo quem trabalha menos do que eu, com melhores condições de vida?". "Por que a vida familiar do meu colega, parece melhor que a minha?". 

Esta passagem bíblica no livro de Ageu, mostra que: há pessoas que se esforçam para ter tudo o que deseja, mas nunca estão satisfeitas.
Pessoas que possuem, roupas, mas não se aquecem... Comem, mas não se saciam, e aquilo o que ela ganha... tampouco a satisfaz.

Isto ocorre com pobres e ricos, pois, quem apóia sua vida somente sobre o dinheiro ou em bens materiais, tende a se esquecer de Deus. Conseqüentemente, se distancia dos caminhos do Senhor, e mesmo que frequente alguma igreja ou qualquer local que a conforte espiritualmente, esta pessoa se sentirá vazia, insatisfeita.
Geralmente, com o tempo, tentará se refugiar nos prazeres mundanos, festas exageradas, relacionamentos frívolos, ou até mesmo busca da felicidade nas bebidas ou outro tipo de drogas, inclusive, medicamentos antidepressivos fortes, tudo com intenção de preencher um vazio que somente a presença do Espírito Santo pode suprir.

No livro de Tiago, está escrito: ¶ De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?
Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis.
Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites


Tiago 4:1-3

Há quem busque a Deus nas dificuldades, somente para pedir socorro nos quando se vê prestes a perder o que obteu: seja dinheiro, emprego, a esposa, o marido, ou até a guarda dos filhos. 

Voltemos ao livro de Ageu que diz: Considerai vossos caminhos

Como está sua vida? Você está satifeito, feliz e agradece por tudo o que Deus te concede diariamente? 
Se sim ... Parabéns !
Que você possa levar estas mensagens de paz e prosperidade a quem precisa. Agradecer, é o primeiro passo para permanecer firme na fé.

Se você está insatisfeito, se encontra triste porque perdeu um emprego no qual tinha um bom salário, ou não entende o fato de quem trabalha menos ter mais do que você. A resposta está na frase: 
Considerai vossos caminhos.  

Talvez, você é cristão, digno, honrado mas, em algum momento, abandona os pensamentos de Paz, predicados por Jesus Cristo, e com frequencia tem pensado, em abandonar sua fé, pois ao presenciar tanta injustiça, passa a achar que ser desonesto, ou levar uma vida mundana, seja mais prazeroso e o torne mais próspero e feliz. 

Há uma verso no livro de Salmos que diz: 

"Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão."  Salmos 37:25.

Ou seja: Deus nunca desampara quem é justo, quem é íntegro. 
O Senhor nem sempre proporciona tudo o que uma pessoa quer, mas sim o necessário para que ela viva dignamente.

Considerai  vossos caminhos.

A Paz de Deus seja contigo ! 



  

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Reconhecer Deus.



 Texto Bíblico: Lucas 12:8-9.

 "E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus.
Mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus." 

  Lucas 12:8-9.

  Ao ler esta passagem bíblica, algumas pessoas podem pensar que negar a Deus, é dizer "Eu não acredito em Deus, eu não acredito em Jesus", ou "A Bíblia é um livro de ficção". 

 Entretanto, se prestarmos atenção, veremos que negar a Cristo não é apenas isso. E todas as pessoas, principalmente os cristãos, devemos estar sempre em espírito de oração, e em comunhão com o Senhor, para que não o neguemos em nossas atitudes diárias. 

 Quando negamos ao Senhor? 

 Nós o negamos, principalmente quando não agradecemos por todas as bençãos diárias que Ele nos concede.
 O negamos, quando deixamos de cumprir a ordem que Ele nos deixou: "Ide e pregai o Evangelho a toda criatura".
 O negamos, quando deixamos que algum problema que acontece em nossa vida, domine nosso dia, nossos assuntos, e passamos a falar mais sobre os problemas, do que esperar a solução em Cristo Jesus.

 Quando levamos uma vida em comunhão com Deus, e pedimos a presença do Espírito Santo em nosso dia, temos mais disposição para viver, temos mais força e sabedoria para enfrentar os desafios apresentados em nosso cotidiano.

 Formas fáceis de estar em comunhão com o Senhor. 

 Ler a Bíblia.
 Orar sempre.
 Ouvir alguma canção ou hino de louvor a Deus.
 Freqüentar alguma igreja, comunidade ou pequeno grupo onde se estuda a Bíblia e se fala a palavra de Deus.
 E principalmente: Ser grato ! Agradecer ao Senhor por cada dia. Pois cada dia é um presente que Ele nos concede para que possamos mudar o que necessita ser mudado, ou aperfeiçoar as bençãos que Ele já nos concedeu.


 Sempre há uma maneira ! Escolha a sua forma de se manter com Deus e confessá-lo, ainda que somente por sua atitude cristã, perante as pessoas a sua volta. Esta é a melhor forma de pregar o Evangelho.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Deus - A Rocha e Salvação.

Olá amigos,

Independente de idade, classe social, nível de estudos, todos os seres humanos possuem inquietudes de diferentes ordens.
Como se diz popularmente, às vezes o que é simples para um, para outro é algo complicado.

Deus, nosso criador, é sábio. 

Ele criou cada ser um diferente do outro, para que ninguém se engrandeça ou se exalte.
Um precisa do outro.
O empresário precisa do empregado, o empregado precisa do patrão.
O médico precisa do paciente, o paciente precisa do médico.
O funcionário de dentro do escritório, precisa do simples lavrador que recolhe os grãos e vegetais que serão comercializados.
Por sua vez, o lavrador, mesmo que esteja em um simples local afastado das grandes cidades, também precisa daquela pessoa estudiosa, que talvez passou anos a estudar a fórmula de um medicamento, que será capaz de curá-lo caso este tiver um problema de saúde.

Mas algo é certo. Todos dependemos das Fontes Naturais criadas por Deus, que estão presentes no Universo.

Tanto o médico quanto o lavrador, precisam da luz do Sol para viver, precisam da água das chuvas para beber, do ar, para respirar. Todos estão conectados uns aos outros.

Por isso, a gratidão é importante para nós. Quando agradecemos a Deus e reconhecemos que Ele é o nosso criador e mantenedor, o Espírito Santo atua em nossas vidas e adquirimos mais confiança no nosso dia a dia.






















 Com este pensamento, leia o Salmo 62. 

1  A minha alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação.
2  Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei grandemente abalado.
3  Até quando maquinareis o mal contra um homem?
4  Sereis mortos todos vós, sereis como uma parede encurvada e uma sebe prestes a cair.
5  Eles somente consultam como o hão de derrubar da sua excelência; deleitam-se em mentiras; com a boca bendizem, mas nas suas entranhas maldizem. (Selá.)
6  Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança.
Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado.
7  Em Deus está a minha salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza, e o meu refúgio estão em Deus.
8  Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio. (Selá.)
9  Certamente que os homens de classe baixa são vaidade, e os homens de ordem elevada são mentira; pesados em balanças, eles juntos são mais leves do que a vaidade.
10  Não confieis na opressão, nem vos ensoberbeçais na rapina; se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração.
11 Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus.
12 A ti também, Senhor, pertence a misericórdia; pois retribuirás a cada um segundo a sua obra.

Salmos 62:1-12 http://www.bibliaonline.com.br/acf/sl/62

A Paz de Deus !


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Salvação em Deus.




Olá leitor,

As frases deste Salmo, nos mostra que somente Deus é a nossa segurança. O Senhor é o Criador e mantenedor do Universo, conhece a cada uma de suas criaturas, a ponto de chamar cada estrela por seu nome. 
Ele te conhece também leitor ! Só o Senhor tem acesso aos seus pensamentos, às suas intenções, e por isso, só Ele pode te ajudar a superar qualquer adversidade. Somente o Senhor pode te perdoar, pode te transformar, e também pode te dar forças e capacidade, para ajudar uma pessoa que precisa da sua ajuda e de seu apoio. 
Por isso, é importante confiar em Deus, agradecer por cada momento do dia. Pois é neste momento que você pode entregar seu coração ao Senhor, e começar a viver com um pensamento de paz, ou então com mais determinação para iniciar uma nova fase em sua vida, na fé e confiança que o Criador é a sua rocha firme. 
Jesus Cristo orava a Deus constantemente. Ele deixou este exemplo para todas as pessoas que desejam ter uma comunhão com o Senhor. 
Ao ter a confiança firme no Senhor, o Espírito Santo age, de modo a tranquilizar a mente e transformar até mesmo o caráter humano. 
Por isso, é importante conhecer melhor a Bíblia. Ler as Escrituras, e assim, conhecer melhor o agir de Deus na vida das pessoas que decidem seguí-Lo, ou te-Lo como orientador para suas vidas. 

A Paz de Deus ! 





quinta-feira, 13 de junho de 2013

Como Ajudar Ao Próximo.


 Olá leitor,

 Algumas pessoas são resistentes à ideia ou ao ensinamento de que devemos ajudar umas às outras a nossa volta, porque um dia podemos precisar da ajuda de alguém.

 No Mundo atual, muita gente se comporta de maneira cada dia mais fria e egoísta. Talvez por desilusão com o ser humano, talvez por medo, ou quem sabe, motivadas por alguma ideologia política ou filosófica.
Ou seja: simplesmente atribui aos governantes a obrigação de cuidar de tudo e trabalhar de modo a distribuir igualmente todas as rendas produzidas em determinado território.

 Quem pensa desta maneira está correto ? 

 Se analisarmos e conversarmos com alguma pessoa cética que reluta em auxiliar ao próximo, e não oferece sequer um copo d´àgua à alguém com sede, certamente esta terá argumentos convincentes para justificar seu comportamento.
Isso contudo, não significa que esta pessoa esteja correta, e que seu comportamento deve ser copiado.

Em contrapartida... 

Existem pessoas que são bondosas até demais, e acabam por prejudicar sua própria vida com a intenção de ajudar aos outros.
Por exemplo: alguém que faz uma dívida, para poder auxiliar uma pessoa com problemas financeiros. Ou, alguém que pega o pouco alimento que possui, dá ao outro e depois fica sem.

Quem age desta maneira está correto?

Esta pessoa ao agir desta forma, pode até achar que está a fazer o bem. Quem de fora, pode admirar esta conduta, mas esta atitude, é tão radical quanto ao do indivíduo que não compartilha nada do que tem motivado por algum forte sentimento pessoal.

Geralmente uma pessoa "bondosa" demais se desilude, ou sem querer, começa a se enaltecer, por mostrar à sociedade que "eu faço... tiro do meu para dar para os outros".

Ambos os sentimentos ao longo do tempo são ruins. Podem inclusive agravar a pobreza tanto de quem recebe a boa ação, quanto a pobreza de quem doou.

É certo ajudar as outras pessoas? O que diz a Bíblia com respeito a este assunto? 

A Palavra de Deus nos mostra o equilíbrio quando o assunto é ajudar ao nosso próximo. Veja esta passagem bíblica.

31- E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
32-  E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
33- E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
34- Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
35- Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
36- Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
37- Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
38- E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
39- E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
40- E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 
41- Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
42- Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
43- Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
44- Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
45- Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
46- E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.
Mateus 25:31-46   http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/25  .

Nesta passagem bíblica, Jesus Cristo nos orienta como podemos auxiliar as pessoas à nossa volta.
O Senhor diz que quando ajudamos alguma pessoa com qualquer necessidade que seja, auxiliamos a Ele próprio.

 Como ajudar ao próximo ? 

 Uma simples atitude, como oferecer alimento a quem não tem, é considerada por Jesus com uma grandiosa ação.
 Quando podemos auxiliar alguém e não o fazemos, seria renegar todas as bençãos que possuímos.
 Isso porque, como vimos na passagem bíblica, não é somente com alimentos e bens materiais que podemos   colaborar.

 Quando visitamos um enfermo, quando doamos uma pequena parte do nosso tempo ao ouvir alguém angustiado, quando oferecemos hospedamos ou oferecemos um abrigo a alguém sem moradia, também ajudamos.
Ou seja: ajudar ao próximo está ao alcance de todos os seres humanos, sejam eles com boas condições economicas ou não.
 

A Bíblia Sagrada não obriga ninguém ajudar ninguém, mas mostra certamente o destino dos omissos, ou seja: aqueles que podem ajudar e não o fazem.

Mesmo para quem é ateu, livre pensador ou pertencente a outra denominação religiosa não cristã, sabe-se que na sociedade a omissão é algo considerado perigoso. Como diz uma citação famosa do mundialmente conhecido Martin Luther King: "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."     http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King_Jr.

Mas como ajudar sem ser taxado de "bobo"? Como não ser enganado pelas outras pessoas? 

A Palavra de Deus responde nos seguintes textos:

"E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?
Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão."  Lucas 6:41-42 http://www.bibliaonline.com.br/acf/lc/6  .

Jesus diz nesta passagem que primeiro devemos cuidar de nossa própria vida, para depois ter condições de ajudar alguém.
Quem é "bondoso demais", tira do seu próprio sustento para fazer benfeitorias para o outro, e depois vai pedir auxílio a outro, age com hipocrisia.
É necessário ter uma medida, para ajudar sem se prejudicar.

Outro texto diz:


"Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o descrente."  I Timóteo 5:8 http://www.bibliaonline.com.br/acf/1tm/5 .

Esta passagem está em um contexto onde é ilustrada situações cotidianas e algumas orientações de conduta para cada uma delas.
Com respeito a ajuda ao próximo, o apóstolo Paulo nesta carta é bem claro: primeiramente devemos cuidar da nossa casa, dos nossos familiares, daquelas pessoas mais próximas a nós. Caso o contrário, toda e qualquer ajuda aos necessitados de fora, são praticamente inúteis.

 E por fim uma orientação que serve para todas as pessoas que gostam de colaborar por uma vida melhor na sociedade.

 1- Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.
 2- Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
 3- Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;
 4- Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.  Mateus 6:1-4   http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/6  .

Se tudo o que toda a matéria prima neste Mundo foi criada por Deus, não é obra total de seres humanos, então toda a honra e glória não pertence a ser humano algum.

Se alguém realiza boas obras, não é necessário que se faça discursos comoventes, alaridos, ou que a pessoa que ajuda se enalteça e se encha de orgulho.
A humildade deve permanecer nos corações daqueles que se dispõe a auxiliar alguém.
Deus conhece as motivações de cada indivíduo. Ser humano algum neste Mundo tem esta capacidade.
Uma pessoa pode até desconfiar dos motivos ou das obras que alguém fez ou deixou de fazer, mas nunca conhecerá os sentimentos e razões verdadeiras da atitude de um semelhante.

Conclui-se que: 

A omissão é algo rejeitado tanto por Deus, quanto pela sociedade. Portanto, cristãos, ateus, livres pensadores ou religiosos de qualquer denominação, devem ter a consciencia que todos dependemos uns dos outros, por isso é de bom grado e de bom senso ajudar alguém quando nos é possível, de acordo com as necessidades.

Atribuir responsabilidades aos outros, é muito fácil: o "ajudar ao próximo" primeiro começa com você mesmo, depois com seus familiares, amigos ou pessoas do seu convívio diário.

Se você está aí a ler este texto, é porque alguém algum dia lhe ensinou a ler.
E se você por acaso não lê, mas tem alguém ao seu lado para ler este texto para você, é porque este alguém  dispos parte de seu tempo, para desfrutar de sua companhia e também lhe auxiliar.

Talvez você não possa mudar o Mundo, mas pode certamente fazer do seu ambiente, com suas atitudes, com a sua solidariedade, um lugar melhor para se viver.

A Paz de Deus !



domingo, 2 de junho de 2013

Convite Para Todas As Pessoas.



Olá leitor,

Esta passagem bíblica é conhecida por muitas pessoas, principalmente aquelas que freqüentam alguma igreja.
Mas, a Bíblia não é um livro feito só para crentes, não é um livro só para freqüentadores ou membros de alguma denominação religiosa.

Claro, que é mais fácil encontrar estes textos em alguma igreja, ou ouvir estas palavras por parte de algum membro de alguma denominação, mas a Bíblia é um livro de acesso para todas as pessoas, sejam elas crentes ou descrentes, cristãs ou não cristãs.

 Antes de qualquer posicionamento religioso, algo é certo: Jesus Cristo foi o único homem que viveu na Terra, cuja presença dividiu o tempo histórico em Antes e Depois de Cristo. Este fato é notável em todo o Mundo, principalmente no Ocidente.

 O livro de Mateus, no Novo Testamento, relata a vida, as palavras e os ensinamentos deixados por Jesus Cristo enquanto ele viveu nesta Terra. Por onde quer que passasse, Ele marcava presença, seja por um milagre realizado, para a honra e glória de Deus, seja com uma palavra de alerta, para que as pessoas abandonassem alguma conduta erronea, ou com uma palavra de animo e conforto.

 Algumas pessoas, principalmente aquelas que desconhecem as Escrituras, tendem a ver Deus como um algoz, como alguém que está o tempo todo de vigilia para castigar os seres humanos.
 Este pensamento é equivocado, pois Deus é amor. Ele é bom, mas é justo.

 Ou seja, o Senhor não se alegra na condenação do ímpio: "Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel?
Tu, pois, filho do homem, dize aos filhos do teu povo: A justiça do justo não o livrará no dia da sua transgressão; e quanto à impiedade do ímpio, não cairá por ela, no dia em que se converter da sua impiedade; nem o justo poderá viver pela sua justiça no dia em que pecar." 
Ezequiel 33:11-12. http://www.bibliaonline.com.br/acf/ez/33

Durante a Bíblia toda, Deus convida, orienta, exorta os seres humanos a abandonar o erro, e viver de maneira digna e íntegra.

Quando Jesus Cristo diz: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque meu jugo e suave e meu fardo é leve." 
Mateus 11:28-30  http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/11  .

 Este é um convite, para que todas as pessoas que estão cansadas, sobrecarregadas, repensar suas vidas e depositar sua confiança em Deus.

Leitor,

Talvez você está cansado, chateado. Talvez você está desanimado, sem forças. Mas, saiba que na Bíblia Sagrada, é possível encontrar relatos de pessoas assim, como você, que pela fé, se reanimaram, após decidirem seguir as orientações divinas para suas vidas.

E mesmo se você está bem e disposto ! A Bíblia é um livro que se renova a cada dia. Independente de sua crença ou estilo de vida, cada relato bíblico possui uma estória que pode lhe mostrar um ponto de vista diferente, daquilo que você já tinha como certo há tempos. E também, pode lhe trazer mais animo, para prosseguir em sua jornada e incentivar aqueles que estão menos animados.

Crente ou descrente, cristão ou não cristão; estas palavras mencionadas por Jesus Cristo, trazem um alívio para aquelas pessoas que precisam do apoio de alguém, mas não sabem mais a quem recorrer. "Vinde a mim"... é um convite, para aqueles que precisam contar algo a alguém, mas estão com sua confiança nos seres humanos totalmente abalada.

Jesus Cristo te convida agora a conhecer melhor as Escrituras Sagradas !
Leia a palavra ! Elimine o preconceito !

Se tiver dúvidas com respeito aos textos, procure alguma igreja, procure algum estudo bíblico.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia por exemplo, possui livros de estudos bíblicos gratuitos. O interessado pode escolher em ter um estudo presencial, ou por correspondencia.

São ensinamentos para todas as épocas.
Conheça melhor a Bíblia ! Este é o convite para todos nós.

A Paz de Deus !




quinta-feira, 23 de maio de 2013

Eis Que Estou à Porta e Bato.


"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo." Apocalipse 3:20.  http://www.bibliaonline.com.br/acf/ap/3 . 












 Deus está presente !
 Ele quer falar contigo leitor.
 O Senhor se revela através da sua palavra: "Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." 
João 17:17. http://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/17  .


Conheça melhor a Bíblia !


"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;"  João 5:39. http://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/5 .

A Paz de Deus ! 



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Amar ao Próximo Como a Ti Mesmo.

Olá leitor,

O título do texto de hoje talvez seja um dos mais conhecidos de toda a Bíblia Sagrada.

Vejamos bem o que está escrito na passagem bíblica, para que seja possível uma melhor compreensão desta frase:


28  Aproximou-se dele um dos escribas que os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos?
29  E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
30  Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
31  E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
32  E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele;
33  E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. 
 Marcos 12:28-33 http://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/12 .


Jesus Cristo nesta passagem, está a conversar com as pessoas da região a qual passava.

Nos livros sagrados para os cristãos e judeus, o termo escriba refere-se aos chamados doutores e mestres (cf. Mateus 22,35; Lucas 5,17), ou seja, homens especializados no estudo e na explicação da lei ou Torá. Embora o termo apareça pela primeira vez no livro de Esdras, eles eram bem sucedidos ao que faziam e sabe-se que tinham grande influência e eram muito considerados pelo povo, tendo existido escribas partidários de diferentes seitas, tais como os fariseus (a maioria), saduceus e essênios.

O escriba que conversava com Jesus, era uma pessoa inteligente, conhecedora da Torá, ou seja, os livros pertencentes ao conhecido pelos cristãos como Antigo Testamento da Bíblia.
Ele no caso, "desafiou" a Jesus, em sua pergunta, talvez até mesmo com uma certa dúvida, de que aquele simples homem, filho de um carpinteiro, teria mesmo tanto conhecimento da palavra de Deus, e fosse capaz de responde-lo.

Jesus respondeu de maneira bastante acertada:

"Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento." 

Exatamente como está escrito no livro de Êxodo: http://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/20.
E em Deuteronômio 6:5 http://www.bibliaonline.com.br/acf/dt/6

Para complementar, Cristo disse ao escriba:  "E o segundo, semelhante a este, é: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." 

 Como lemos, o escriba entendeu a mensagem, aceitou, e disse:  "Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele;
E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios." 

  Mas o que esta mensagem nos fala a nosso íntimo ? 
  Como podemos aplicar esta regra em nossa vida ? 

 Jesus Cristo, sabiamente, primeiro coloca nós, seres humanos, em nosso lugar.
 O de criatura !

 Devemos primeiramente, reconhecer a Deus, como o criador e mantenedor do Universo e amá-Lo, por cada dia que Ele nos oferece.
 Ao ter a consciencia de que Deus tudo criou, e que qualquer ser humano por mais inteligente e capacitado que seja, não consegue saber o que acontecerá daqui um segundo e tampouco é capaz de criar algo do nada, (ou seja, é incapaz de criar algo sem que tenha sido tirado da Natureza), o ser humano se coloca em seu devido lugar: o de filho, que depende das criações do Senhor, e que não teria vida sem Ele.

A próxima palavra de Jesus, dita como o "Segundo Mandamento", é "Amarás ao próximo como a ti mesmo".

 Perfeita e equilibrada palavra, quando lida e entendida dentro do contexto bíblico. Depois de amar a Deus, devemos nos amar ! Primeiro amar aquele que nos criou e depois disso, nos amar !

Pergunta:
Como alguém pode amar ao próximo como a si mesmo, se ela mesmo não se ama?

Ao dizer "Amarás ao próximo como a ti mesmo"... Jesus Cristo nos orienta a primeiro nos amar, para depois amar a outras pessoas.
Quem não se ama, quem não se cuida, por mais benevolencias que faça à outra pessoa, tudo ao fim parecerá ter sido inútil.
Existem pessoas que dizem: "Ahhhh... Eu não me importo comigo... Quero ajudar as outras pessoas!"

Será que esta forma de pensar está correta?

A Bíblia responde:  "E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão." 
Mateus 7:3-5 http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/7 .
 
Esta frase dita por Jesus, nos alerta a primeiro cuidar de nossa própria vida, para depois ajudar ao próximo.
De nada serve alguém fazer linda benevolencias, mas ter a sua própria casa arruinada.

Até porque, isso seria um péssimo testemunho a aquele que se diz um cristão.

Por outro lado, se uma pessoa tem um "amor próprio" exacerbado, ou seja, se ama, mas se "esquece", que é filha de Deus, e que se está no Universo, é porque o Senhor a manteve até o presente momento, a tendencia é que esta pessoa se ache ou se sinta superior às demais.

Alguém que se ama, mas deixa de amar a Deus em primeiro lugar, tende a ser dominada pelo orgulho.
E se, não prestar atenção, por mais benevolente que seja, provavelmente suas boas obras, serão feitas mais para serem vistas pela sociedade. Este tipo de "amor ao próximo", não reflete o verdadeiro caráter de Jesus. Pois Cristo diz em sua palavra: "Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;"  
Mateus 6:2-3  http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/6  .

 Amarás ao próximo como a ti  mesmo. Simples frase, mas de grandioso ensinamento !

 Será que você leitor, se ama ? 

 E como está este seu amor ? Exacerbado ? Orgulhoso? Cheio de si ?

 Você ao longo do tempo conseguiu uma boa posição social e apesar de amar a Deus, se esqueceu de colocá-lo em primeiro lugar ?

 Ou você já não se ama mais ? Seu amor próprio está tão deteriorado, que você parece estar sem animo para prosseguir... Talvez um amor próprio tão arruinado, que você acha que é melhor ajudar aos outros porque sua vida já "não tem mais jeito".

 As palavras de Jesus Cristo nestas passagens, podem te ajudar a encontrar o equilíbrio.

 Se você está bem neste momento, muito bem !

 Talvez esta leitura, seja um chamado, para que você leitor, que consegue compreender e vivenciar estas palavras, leve este seu conhecimento à outras pessoas que talvez estejam com seu amor próprio em desiquilíbrio (ou para mais ou para menos).

 Deus nos chama a cada dia, seja para melhorar nossa vida, seja para orientar uma pessoa e transmitir uma palavra de carinho e conforto.

 E mesmo que você leitor, não seja cristão, seja ateu, livre pensador, pertença a qualquer denominação religiosa, que estas palavras também lhe sirvam positivamente tanto para sua própria orientação, como para orientar alguém que necessita de um apoio, ou uma palavra de carinho.

 A Paz de Deus !



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Aperfeiçoamento.


"Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;" Filipenses 1:6.
http://www.bibliaonline.com.br/acf/fp/1

Olá leitor,

A frase acima, faz parte da Carta de Paulo aos Filipenses.

O que este pequeno trecho quer dizer para nós?

Este texto nos mostra que, ser humano algum é perfeito. Nem mesmo os professos cristãos.

A cada dia aprendemos algo diferente em nossas vidas.
Cada pessoa, por mais estudos que tenha, por mais habilitada que seja em alguma área de serviços, por mais empenhada que seja em alguma atividade, sempre é aperfeiçoada.

O que isso tem à ver com a Bíblia?

Algumas pessoas pensam, que pelo simples fato de ir à todos os cultos realizados na igreja, ou de cumprir todos os propósitos determinados por alguma denominação religiosa, estarão livres de problemas, ou já estão salvas por toda a eternidade, até a vinda de Jesus Cristo.
Não que ir a igreja seja desnecessário, mas, não é o determinante para obter a salvação.

 Esta passagem nos mostra, que nosso aperfeiçoamento é contínuo. E que o Mundo à nossa volta está em constante mudança.

Deus, nos concede a cada dia, a possibilidade de entregar à Ele o nosso coração, a nossa vida, nossos trabalhos.
Isto tampouco significa, que devemos ficar parados, sem nada fazer, à espera de que o Senhor nos mandará tudo, sem esforço.
A própria Bíblia diz:


"Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares."  Josué 1:7.

Caro leitor,

Deus criou o Mundo para nós ! Para você !
Precisamos cuidar bem de tudo aquilo que tempos, valorizar cada dia.

A boa obra começa quando uma pessoa aceita as orientaços da palavra de Deus como um manual de vida.
Quando alguém se reconhece como criatura, como filho, como alguém que necessita sempre ser aperfeiçoado, a boa obra se inicia.
Quando alguém reconhece que não é perfeito, reconhece seus defeitos, reconhece seus talentos também, e está disposto a mudar o que necessita ser mudado.

E o aperfeiçoamento acontece até a segunda volta de Jesus Cristo acontecer. Niguém pode comprar um "aperfeiçoamento". Este é um processo individual.


Uma pessoa quando acredita que pode mudar algum hábito sozinha, por suas próprias forças, geralmente entra em uma angústia, ou em ansiedade. Isto porque, a força humana é limitada.
Somente com a atuação do Espírito Santo de Deus, é possível o processo de aperfeiçoamento na vida de qualquer ser humano.
Pode parecer difícil para você leitor, mudar algum hábito, ou superar alguma situação difícil ou desagradável em sua vida.
Pode ser difícil também, ajudar alguém que se encontra em uma situação problemática, mesmo quando você está bem e a outra pessoa possui todos recursos financeiros ou nenhum.

Mas, ao colocar Deus em primeiro lugar, e aceitar ser aperfeiçoado por Ele, certamente, seu coração estará mais confortado, sua mente estará mais tranquila, e você se sentirá mais capaz em qualquer atividade diária

A Paz de Deus !